A.M.O.R: Ação Modificadora Ontológica Revolucionaria

Amor. Es uma palavra que pouco escrevo. Hoje noto meu grande erro por usá-la tão pouco. Quantos assassinos não o enlataram e vendem em sex-shops, como artigo de prazer momentâneo; quantos mágicos-políticos não o usaram com elemento de autopromoção, só usaram sem jamais pensar por em ação? Mas esse amor não está em seu estado puro, não passa de um amor adulterado – causador de estragos gigantescos! Adulterado pelos componentes: orgulho, a cobiça, a luxaria e outros tão fáceis de encontrar na natureza humana. Agora amor puro é mais raro de encontrar. Transforma-se em mito, numa lenda oriental contada nos Asharmas por monges libertários.
Busquemos o jihad, a violência verdadeira, como o processo onde o solidificamos a alma. Nem mesmo Hassan-i Sabbah, destemido velho da montanha, poderá feri-la. A alma será o abrigo mais forte do amor puro. Jamais será um amor luxurioso alimento do ego. Será capaz de atropelar com calçados baratos os outdoors publicitários, e tantas propagandas ideológicas.
Inês nunca morreu para Pedro I (de Portugal). Esse amor foi capaz de arrancar o coração de seus assassinos (um fora arrancado pelas costa e outro pela frente). Foi unicamente por amor que tirou Inês de Castro de sua cova para o trono para a cerimônia de beija mão. “Inês está morta!” Jamais o amor morreu.
O Amor pode ser revolucionário no estado bruto, natural. Não remova uma raiz se quer, deixe o amor puro. Não é você que vai mudá-lo, e sim ele que irá te modificar.


8 Comments:
At 5/8/06 18:17,
Palpiteira said…
É verdade, o amor nos modifica. Para melhor.
Obrigada pela visita.
At 5/8/06 19:24,
Dalva said…
Oi Rafael!
Obrigada pela visita a meu blog. O Krishna Das vem aí, como está no site dele... http://www.krishnadas.com/flashindex.htm
Eu copiei as datas, meu email é dalferr@gmail.com - se você quiser o calendário dele, me escreve!
Abração...
At 5/8/06 19:56,
Paulo F. Dias said…
Esse texto esté exelente! Parabéns
At 5/8/06 20:37,
Flávio said…
Rafael, um texto de grandes verdades. O amor nos modifica, sim; e não adianta buscá-lo... ele é que nos encontra! Abração.
At 6/8/06 21:40,
Livio said…
o amor é uma invenção humana, só mais uma instituição que valoramos e interpretamos. Kant, já dá a entender que o unico amor verdadeiro é o amor próprio, de resto, são hipotéticos
abçs
At 6/8/06 23:44,
Cristiano Contreiras said…
Amor universal sempre! Incondicional!
At 8/8/06 10:19,
Chica said…
tenho um sentimento em mim e acredito piamente que seja amor. amor pelo meu filho. digo tratar-se de amor porque não basta mais nada para alegrar-me: sua presença ou sua lembrança. não sinto necessidade de modificá-lo, não sinto ciúmes...apenas uma vontade enorme que ele aprenda a viver do jeito dele. sua vinda à minha vida é como uma daquelas lentes que colocamos nas câmeras de cinema, mudou minha visão completamente.
esta é minha primeira visita. gostei muito do seu espaço.
At 9/8/06 08:51,
Flávio said…
Rafael, vc visitou o blog "Hassan" (http://oarabe.blogspot.com/) e comentou sobre Hassan-i Sabbah. Teria maiores detalhes sobre ele? Agradeço, se puder me informar!
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