Corrupção no BRICs

No dia 24 de Janeiro a Transparência Internacional lançou um relatório que divulga que a corrupção no BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) é muito grande sendo referente aos três últimos anos. Em uma escala de 0 a 10, sendo que o 10 é a melhor nota, o Brasil alcançou a nota 3,7, que anteriormente era 3,9. A Rússia que anteriormente tinha nota 2,7 foi um dos que apresentou a maior queda com 2,4. A situação da China também piorou foi de 3,4 para 3,2. A Índia foi o que apresentou um leve melhora que passou de 2,8 para 2,9.
A queda do Brasil é uma realidade preocupante. Mostra que a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva que havia posto como prioridade o combate à corrupção tem sido ineficiente. No entanto quando relatório da TI foi fechado, aproximadamente em Junho, não foram incluídos os recentes escândalos.
O BRICs segundo estudo elaborado por Dominic Wilson e Roopa Purushothaman, Dreaming with BRICs: The Path to 2050, iriam ocupar um papel de peso central no mercado internacional, e que teriam condições de aumentar o PIB até o ano de 2050. Já que os integrantes do grupo apresentaram um bom crescimento econômico superior ao de 2004 (exceto o Brasil). E participação do BRICs contribui para o crescimento global cerca de 30%, e sua participação no comércio mundial é por volta de 15% que é duas vezes mais que em 2001. Outro aspecto importante é que a participação do Brasil e da Índia vem aumentando nas negociações da OMC.
Johann Graf Lambsdorff que avalia os relatórios da TI dos últimos dez anos, acredita que o BRICs não será capaz de combater a corrupção. No entanto aponta que países em desenvolvimento estão conseguindo ter resultados positivos contra a corrupção, como Colômbia, Bulgária, Estônia e Tailândia que conseguiram notas melhores no relatório.
Com esse quadro da corrupção mundial podemos ter ainda alguma esperança de que podemos reverter a situação. Agora vêm as eleições para presidência e espera-se que os futuros ministros sejam mais éticos, e possa combater de fato as fraudes, enfim a nota do país aumentar, pelo menos aproximar se da nota 5 no relatório. Que nossos políticos se inspirem nos governos da Islândia, Finlândia, Nova Zelândia, Dinamarca, Cingapura e Suécia que tivera as melhores notas no relatório da transparência (9,7 a 9,2).
Links Relacionados:
Transparency International
BBC Brasil
FIERGS








