O TRATADO

16 Abril, 2006

Sobre Karma


Talvez uma parcela da população saiba, ou ao menos tenha ouvindo falar sobre Karma (lê-se carma), ao menos já ouviu alguém dizer “isso é karma de fulano”. Mas o que séria isso? Karma é uma lei, tanto no budismo quanto no hinduismo, que sujeita a atividade humana (ação)à uma reação na mesma quantidade e intensidade ao praticante. Semelhante a efeito bumerangue, tudo que vai um dia volta.

Uma pessoa encarnada nesse mundo pode adquirir tanto karma bom, quando karma ruim. O karma bom seria a ações que resultam numa resposta positiva, isto é, colhe os bons frutos da ação. No entanto o outro, a pessoa pagará por sua atividade de uma forma negativa, leva o troco de uma má atividade. Isso ocasiona samsara (passagem por etapas sucessivas de vidas), onde a pessoa fica presa num ciclo de nascimentos e morte (metempsicose), e não alcança a liberação. Para resumir esse conceito, tudo que se faz, qualquer atitude tomada traz consigo uma resposta, seja ela tanto boa quanto má.

Existe algo mais complexo no que diz respeito ao karma, que seria tecnicamente falando de karma coletivo. E o que seria isso? Por exemplo, uma enchente inunda toda uma vila, muitas vidas serão perdidas, mas alguns poucos sobrevivem. No caso esses que morreram, estão pagando um karma em comum, ou coletivo. Estes que sobreviveram não tem, ou não teria nada a ver neste Karma coletivo, mesmo que também sofram com a enchente.

A meu ver muito dos que crêem na lei de ação e reação, ao menos do ocidente, tem o seguinte problema: a inércia. Ficam desprovidos de alguma atitude proativa. De que tudo que se vem é karma. No entanto karma, em sânscrito, significa ação, atividade, atitude. Logo a inércia é uma atitude que também gera uma reação. Talvez mal interpretada, abstém de uma ação por receito, talvez, de desencadear alguma reação negativa.

Temos analisar isso tudo agora na eleição, aproveitado que estamos num ano eleitoral. Quando chegar no dia do referendo o cidadão vai às urnas votar em seu candidato. Caso esse candidato ganhe com mais de 51% de votos, ele será eleito. O seu voto, ação, gerou uma reação, a eleição do candidato. Como falei anteriormente que o karma vem à mesma quantidade e intensidade, isso continua. O candidato assume sua posição dentro da política, e como estamos no Brasil é muito provável que como os outros da história política brasileira, mame nas tetas do governo, desvie a verba pública. O cidadão com certeza irá sofrer no bolso a conseqüência disso, ou mesmo perto de perder o seu emprego, se já não perdeu com a crise econômica que passa. Sua ação, de votar, agora está voltando com intensidade por meio de uma má administração pública.

Dentre todos os candidatos, todos vão gerar alguma reação, muito além de ser eleito. Você junto com os outros 51% que votam no mesmo candidato corrupto e ainda mais 49% dos que não o escolheram sofrem as conseqüências, talvez em proporção diferente, aliás, consciência pesada também é uma reação.

Malvados de Andre Dahmer

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Outros textos sobre eleições:
Eleições 2006, e agora?
Como se um não bastasse...
Corrupção no BRICs

08 Abril, 2006

Blogs: sobre isto mesmo, ou a nova área de idéias


Atualmente os blogs se tornaram uma grande arma de disseminação de idéias, assim como as listas de discussões, e os fóruns. Quanto surgiu tinha se a idéia de ser algo como um diário eletrônico. Porém, escritores, e ideólogos começaram ali expor sua idéia, seu pensamento e suas reflexões. Blog se tornou um verdadeiro livro em perpetua construção à custo baixo (ou grátis) tanto para o escritor quanto para o leitor.

Graças a esses blogs que hoje podemos ler a idéias de um moçambicano de Maputo, ter acesso aos poemas de um venezuelano, conhecer a realidade de uma mulher em Nova Délhi, como uma pessoa de Omã vê os acontecimentos no mundo. Temos uma área livre seja para as pessoas de Samoa, de Portugal, Paquistão, Ruanda, Lesoto, Maldivas, Uruguai, Senegal, Brunei, Brasil, ect. Quem irá censurar? Até mesmo os ditos ‘grupos terroristas’ disseminam suas ideologias em muitos sites na internet, textos, e vídeos com a ideologia islâmica como um exemplo.

Muitas impressas temem o que seus funcionários escrevem sobre ela em seus blogs. Imagine buscar no Google, por exemplo, o McDonald’s. Digamos entre as oitenta mil páginas aparece um ou dois blogs de ex, ou funcionários. Ela ele abrem a boca e falam todos os podres do McDonald’s. Bem lentamente essa impressa terá problemas. Dos blogs passam se a notícias para as lista de discussões, para o orkut... E assim um dia, quem sabe chegue à sua caixa de mensagens do seu e-mail. Talvez se convença “é verdade! Não comerei mais no McDonald’s, é nojento!”. Surge um boicote. Ninguém mais compra, ou reduz drasticamente as vendas do junk food, fazendo, ou ajudando a quebrar economicamente.

Lógico que talvez não seja nesta proporção, ou mesmo que realmente venha se concretizar, no entanto são idéias propagadas vias internet. É tão fácil montar um blog, não é necessário saber mexer em HTML, e há tantos endereços que oferecem gratuitamente (veja: www.blogger.com)A internet se tornou o maior monstros em âmbitos de comunicação e difusão de idéias, seja elas singelas ou licenciosas.

Malvados de Andre Dahmer

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Download gratuido de Dom Casmurro de Machado de Assis (.PDF) - Aqui!.

01 Abril, 2006

Sobre o Tempo (parte 2)


Desde tempos remotos o homem sempre tentou administrar o tempo material, criando assim um sistema de medida do tempo, o calendário – seja solar ou lunar. O calendário judaico, hebraico, chinês, védico, islâmico, e tantos outros hodiernos, são exemplos da necessidade. Necessidade essa de auxiliar na agricultura, as melhores épocas para semear e colher, baseando-se nas estações. E os calendários também serviram e ainda servem para marca o tempo sacro, e as festividades laicas.

Através dos séculos, o tempo foi sendo venerando, a ponto de ser considerado sagrado. Tanto que na mudança de um ano para o outro é comemorado, representando a esperança de um futuro próspero, e de mudança (literalmente). Essa sacralização do tempo diagnosticamos em ditados como “o tempo é sagrado”. E já com o advento da revolução industrial, foi atribuído também ao tempo o time is money, tempo é dinheiro. O tempo e o capital tornaram se sinônimos!

Vendo dessa maneira é compreensível que alguém fique tão revolto. Pois se o tempo é sagrado, e se ainda o tempo é igual a dinheiro, pelo silogismo conclui-se então que, o dinheiro é sagrado. Chegamos à resposta lógica do capitalismo através do tempo.

Para ler a parte 1: sobre o tempo

Comunidade no Orkut